de mim pra mim

Você trancou a porta do quarto e se deitou naquele colchão velho com as lágrimas no rosto. Você ligou um CD com suas músicas favoritas de dormir, mas não dormiu. Você só quis poder não existir, porque nem pensar você conseguia.

Você é mais uma criança boba que seria facilmente convencida a se matar e nem se quer perceberia isso. Você acreditou tanto, mas como você pode se enganar, Phellipe? Você pensou que as coisas iam mudar, não é? Mas elas pioraram. Isso é o que você merece por ser tão bobo assim.

Você pegou uma almofada, se agarrou a ela como se o mundo fosse acabar e dormiu. Você quis abandonar a realidade, sonhar com o que sempre sonhou, mas a única coisa que conseguiu foi sonhar com a realidade.

É, triste realidade.

mãe, eu te amo

Me preparando pra estudar, abri meu caderno e me deparei com a seguinte mensagem no verso da cartela de adevisos:

Phellipe,
O que importa antes de tudo é o momento presente. O que foram nossos pais não tem importância: o que vale é o que você é agora. O momento presente é o criador do seu amanhã. Sua felicidade está baseada em seus pensamentos hoje. Somos escravos do ontem, mas somos donos de nosso amanhã!

Preste muita atenção ao momento que passa, ao que você está fazendo agora, porque do “agora” depende seu “amanhã”.

Te amo,
sua mainha.

O que vocês não sabem é que nós dois estávamos brigados quando eu li isso (e provavelmente quando ela escreveu também). Não uma briga qualquer.

Então, resolvi escrever algo.

Mãe,
É com o nosso passado que nós aprendemos a não cometer os mesmos erros no futuro. Embora você cozinhe, lave e passe minhas roupas, eu preciso de você pra me guiar; pra me mostrar por quais caminhos não devo seguir; pra me ajudar a tomar as decisões.

Eu tenho todo esse tamanho mas eu sou muito sensível, quebro a cara muitas vezes, caio de joelhos no chão e preciso de alguém que me conhece tão bem quanto você, pra me levantar e me confortar. Talvez você seja disso, mas as vezes é apenas disso que eu preciso. Quantas vezes eu chorei e você nem se quer chegou pra mim e perguntou o que estava acontecendo?

Eu nunca fui mãe, então não posso dizer o que realmente é ser mãe, mas é só disso que eu preciso. Embora eu tenha todo esse tamanho, eu ainda preciso crescer muito como pessoa. O mundo lá fora é um lugar terrível e as pessoas que eu encontrei só me fizeram sofrer. Pensei que enxergava tudo mas estava cego, as portas todas fechadas e eu as vendo abertas.

Eu tenho planos pra minha vida, mas nenhum deles existem sem você e talvez eu fosse mais feliz em uma sala sem moveis e com o seu carinho, do que cercado de luxo, roupas novas e sem você.

Se tem uma coisa que deus me ensinou é que o que é meu tá guardado, não importa o quanto eu sofra e quebre a cara. Você já deve ter ouvido eu dizer que não aguento mais a nossa situação, e é a pura verdade. As coisas nunca mudam, ao contrário, elas pioram.

Numa guerra sempre há um vencedor, mas todos saem feridos e estigmatizados. Vamos aprender com o passado e consertar os nossos erros, porque ainda existe uma chance. Sempre existe uma chance. Vamos ver se as coisas dão certo agora. Talvez se a Nanda continuar gerenciando as coisas, quem sabe a família do meu pai não ajude mais?

Enfim, ela acabou não lendo o que eu escrevi. Creio pra mim que as coisas estão voltando ao curso natural, vou esperar a poeira baixar.

Mas apesar de tudo, mãe, eu te amo!

eu, eu mesmo e os livros de stephenie meyer

Minha relação com os livros de Stephenie Meyer começou em meados de fevereiro, quando órfão de uma boa leitura em primeira pessoa desde O caçador de pipas, resolvi comprar Crepúsculo, Lua nova e Eclipse por apenas oitenta reais.  Super consumista que sou, fiquei feliz em ter feito uma ótima compra.

Os livros chegaram bonitinhos, um por um, e em cerca de duas semanas o filme de Crepúsculo estaria nos cinemas, então corri pra ler ao menos o primeiro livro.

A leitura foi ótima, conhecer novos personagens e esquecer os de O caçador de pipas foi maravilhoso. Um frio na barriga, momentos de felicidade e tristeza me acompanharam durante todo o livro. O filme chegou aos cinemas e a falta de dinheiro ao meu bolso. Até hoje não consegui ver Crepúsculo, o filme.

crep.

Incrível como um livro pode alterar o seu estado de espiríto. Assim aconteceu com Lua Nova,  que me deixou totalmente-super pra baixo. Mas o ler, tomando um bom cappuccino e escutando a trilha sonora de Crepúsculo, foi uma sensação que nenhum outro livro me proporcionou.

Confesso que comecei a ler Eclipse um pouco chateado pelo rumo de alguns personagens não ter ser definido em Lua nova. Enrolei, enrolei, mas terminei.

Como Amanhacer ainda não havia sido lançado e como não sou muito fã de ler livros pela internet, parei por aí.

Em suma, foi ótimo ler os livros, chorar que nem uma menininha, rir que nem uma criança e se sentir na pele de Isabella Swan com aquele friozinho na barriga ao ver o Edward.

Obrigado, Stephenie Meyer!
E obrigado vocês, por todo apoio nos comentários do primeiro post.

trytrytry & crycrycry

Por mais que eu precise contar tudo o que anda acontecendo ultimamente, não consigo blogar. Então essa será a minha última tentativa. Quem sabe eu consiga, não é? É sempre bom tentar e não deixar de tentar.

Mesmo que isso aqui não seja atualizado frequentemente, como eu gostaria que fosse – já prevejo isso, mas tudo bem – quero mantê-lo o maior tempo possível. Garanto que daqui uns meses, reler o que escrevi será extremamente prazeroso.

Conto sempre com o feedback de vocês.


phellipe com ph
É isso mesmo querido leitor, porque minha mãe é fresca e filho de peixe, peixinho é.

Mas além disso, eu sou um consumista viciadinho em tecn♥logia, roupas alternativas e capuccin♥.

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what i'm doing
o fantástico mundo das subcelebs e coisinhas legais
O Oh!argh é um blog que está paralelo ao mundo das subcelebridades. Eu, Tia zefinha, Anne Marie, Viviane e Gabriel, direto da redação, não deixamos escapar nenhuma piadinha.
oh, meus queridos arquivos!
Já bloguei tanto, que tenho trocentos textos espalhados por aí. Pra ler eles, é só dar uma passadinha no oh, meus queridos arquivos!